terça-feira, setembro 04, 2012

A Mesma Sombra

Ela gostava de ler livros de poesia na pracinha da cidade. Tinha o cuidado de sentar-se sempre no mesmo banco, na mesma sombra, onde passava boa parte das suas tardes de verão. Entre um poema e outro, ela observava a fila das formigas. A moça desejava que, em vez de alimento, as formigas levassem embora a saudade, que por sua vez, insistia em fazer companhia.

6 comentários:

Anônimo disse...

a Fernanda é sensível? Tá ai uma coisa q não conhecia em vc. Senhora coração gelado. ana cláudia

ana lucia disse...

Fêeeeee, um microconto!adorei. É o q eu mais gostei :)

Diego Garcia disse...

Muito legal Fê!
Um dos melhores textos do blog!
Melhor ainda porque ontem as formigas levaram embora a saudade que eu tinha de conversar com você!

Y. Hayala disse...

“O rapaz desejava que, em vez de alimento, as formigas levassem embora a saudade, que por sua vez, insistia em fazer companhia.”
Sabias palavras , sei como é se sentir assim , essa saudade tamanha que transparece em cada palavra e pensamento.
^^ Fiquei feliz com a visita !
Ótimo texto !

Anônimo disse...

vc fala, expressa suas idéias, argumenta, argumenta, ouvi e depois contra ataca, sorri...concorda se preciso, discorda se for preciso tbm. É séria, as vezes até em situações descontraidas. É leve, as vezes até em situações tensas. Obrigado por me emprestar a sua sensatez. Obrigado pela amizade. Te amo, Fezinha.
Alexandre

Pâmela Grassi disse...

Texto lindo, encantador!Fui conquistada com essas palavras :)